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“Quando se está com fome de uma forma compulsiva ou fora de hora, as pessoas aconselham a tomar água. Dizem que, sei lá, aquilo irá de alguma forma preencher e distrair a fome indevida, não é? Pode ter alguma explicação muito mais biológica e científica que não vem ao caso, mas o popular é mais ou menos assim. A água vai “distrair” a fome. Eu gostaria de saber: qual a água da saudade? E da dor? Dos pensamentos negativos? Qual a água da decepção? Digo, se até a fome que vem do organismo e foge do nosso controle tem como ser distraída e enganada, por que não o resto? Por que essas coisas que batem lá na porta do coração também não podem ser distraídas? Então, qual é a “água” da vida?”
Camila Costa
“Nada mais, além do som da sua voz. Nada mais, além da prece que fiz por nós dois. Nada mais, além dos teus pés aquecendo os meus. Nada mais, além da dispensa vazia e a nossa cama cheia. Nada mais, além do mar de paisagem na janela e teus olhos de reflexo nos meus. Nada mais, além de uma noite que nos sorrisse um belo e ensolarado novo dia em par. Nada mais, além das coisas tuas misturadas às minhas e os teus sorrisos causas do meus. Nada mais, além dessas vírgulas sendo ditadas pelo intervalo da minha respiração perto da tua. Nada mais, somente eu e você.”
Camila Costa
“A gente não retoma a história, mas também não foge dela. Os nossos inícios cheios de fins sempre falam muito alto comigo, lembrando que a mesma estrada por onde fomos, é aquela que usamos para voltar. O velho truque do amor escondido… Nós não temos cartolas e, se tivéssemos, duvido que faríamos isso desaparecer. De nós, as coisas apenas surgem, cada vez mais emblemáticas. Você e as nossas músicas completadas mexem com todas as coisas incompletas de mim.”
Camila Costa.